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ARAUTOS DO EVANGELHO

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ESPIRITUALIDADE: Devoção a Eucaristia; Devoção a Nossa Senhora; Devoção ao Papa
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Arautos recebem prêmio São Tomás Moro no Paraguai


Da esq. à dir.: Pe. Louis Goyard e Jorge Antonini (Arautos do Evangelho), Amauri Medina (Secretário da Nunciantura Apostólica), Pe. Antonio Cosp (Movimento Schoenststt) e Mons. Cuquejo (arcebispo da arquidiocese de Assunção)

A agência Gaudium Press informa que a Universidade Católica paraguaia "Nossa Senhora da Assunção" entregou no último dia 10 o prêmio São Tomás Moro, distribuído anualmente a pessoas físicas e organizações, religiosas ou civis, que lutam pela defesa da vida e da família, da Igreja e do mundo.
Os Arautos do Evangelho foram premiados, segundo os organizadores, por "serviços prestados à Igreja e ao mundo". Já a ex-senadora colombiana Ingrid Bettancourt foi laureada pelo que a organização classificou de "testemunho de fé e coragem", enquanto o presidente uruguaio Tabaré Vazquez recebeu a comenda "por esforços em defender a vida e a família", ao ter vetado projeto de lei do congresso de seu país que previa controle de natalidade e descriminalizava o aborto.
O movimento apostólico de Shoenstatt, a comunidade de Franciscanos Capuchinos e o Movimento Canoa Nova, "por serviços à Igreja e ao mundo", também foram premiados.
A cerimônia foi realizada na sede do Arcebispado da Santíssima Assunção, na capital Assunção, e contou com a presença de políticos, líderes religiosos e representantes de diversos meios de comunicação.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Cardeal-Primaz fala sobre IV centenário de Vieira

No quarto centenário do nascimento do missionário jesuíta, o arcebispo de Salvador, cardeal Geraldo Majella Agnelo, afirmou que a verdade da Palavra de Deus suscita homens ilustres, como o pe. Antônio Vieira.
«Ao contemplar a personalidade privilegiada de Vieira e sua notável formação e atuação, penso na verdade da Palavra de Deus que suscita homens ilustres nos povos e particularmente na Igreja», escreve o arcebispo, em artigo divulgado pela agência Zenit.
Segundo o cardeal, na Igreja, estes homens «aparecem como manifestação da glória de Deus e como estrelas reluzentes que em todos os tempos manifestam a grandeza de Deus e as verdades irrefutáveis percebidas pela razão humana».
Dom Geraldo faz estas considerações no contexto do quarto centenário do nascimento do pe. Antônio Vieira. Em Salvador, realizou-se na semana passada um Simpósio Internacional Comemorativo.
Segundo o arcebispo, os sermões do pe. Antônio Vieira, «alguns deles proclamados nos púlpitos de nossa Catedral», não são «exaltação de vaidade intelectual, mas de espírito missionário».
Um espírito missionário «que o animou e o fez pedir» aos superiores da Companhia de Jesus «que o mandassem para as missões na África, antes mesmo de sua ordenação sacerdotal. A obediência da Companhia lhe indicou outro caminho de missão: o púlpito e o magistério».
«Dom João IV o nomeou pregador da corte. Desde então o pe. Vieira ocupou também lugar proeminente na diplomacia e foi apóstolo incansável da liberdade dos índios do Brasil e defensor dos judeus.»
«Com a morte de Dom João IV, cessou a grande influência exercida por Vieira. Dom Afonso VI subiu ao trono e logo exilou o grande orador para o Porto e depois para Coimbra. Sendo destronado Dom Afonso VI, sucedeu-lhe o rei Dom Pedro II. Vieira, então, libertado voltou a pregar na corte.»
Durante seis anos passados em Roma – recorda o cardeal Agnelo – «foi muito admirado e obteve os melhores triunfos. A rainha Cristina da Suécia, estando em Roma naquele tempo, escutou os seus sermões e ficou tão impressionada que o nomeou seu confessor».
«Na idade de 71 anos voltou para o Brasil, onde morreu no dia 18 de julho de 1697, aos noventa anos, na Bahia.»
«O Padre Antônio Vieira é mestre da língua. Segundo Fernando Pessoa, o imperador da língua portuguesa. São quinze volumes de Sermões e mais de oitocentas cartas», recorda.
«Possuem grande número de informações políticas, curiosas noticias sobre a inquisição, estudos políticos e literários. Seu estilo tem adjetivação copiosa e tão precisa quase insuperável. Vôo alto de idéias filosóficas, ora profanas ora religiosas.»
Segundo o arcebispo, Vieira «não distinguia Portugal do Brasil. Conhecia a corte e conhecia os índios. Conhecia os políticos e as espumas de suas promessas».
«Conhecia os Padres da Igreja dos primeiros séculos e conhecia a catequese humilde dos analfabetos. Falou em presença do papa, de reis, do povo. Dono de imensa cultura transparente em cada frase dos sermões, sabia trocá-los em termos de fé e moral, de festa e culto», afirma o cardeal.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Primeiro Brasileiro no Coro Da Capela Sistina



Cidade do Vaticano (Sábado, 14-12-08, Gaudium) José Carlos Ferrari Neto, estudava musica em Bari donde se mudou com a família em 2006, quando ingressou no coro da capela Sistina. O seu novo diretor no Vaticano também é Brasileiro, Mons. Marcos Pavan, que se encontra em Roma já há alguns anos, destacando-se pela sua harmoniosa e bela voz nas cerimônias Pontifícias.
Ao parecer “Neto” como é conhecido em casa, também encanta pela sua bela e aguda voz, na prova de ingresso ele ultrapassou o limite de agudo exigido, graças a uma extensão vocal privilegiada.
O Coro da Capela Sistina é formado por 20 adultos e 35 crianças. José Carlos já teve atuações internacionais, a noite do galo vai ser muito importante para ele, pois alem da missa ser vista por milhares de pessoas, será o próprio Santo Padre que presidira a cerimônia.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

CARTA DO CARDEAL HUMMES AOS SACERDOTES


Cidade do Vaticano, 30 mai (RV) -
Publicamos abaixo a íntegra da carta para o clero, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, celebrado hoje, 30 de maio:


Reverendos e queridos irmãos no Sacerdócio,


Na Festa do Santíssimo Coração de Jesus, fixamos, com incessante ternura, o olhar da nossa mente e do nosso coração em Cristo, único Salvador das nossas existências e do Mundo. Pôr-se em relação com Cristo significa pôr-se em relação com aquele Rosto que cada homem, conscientemente ou não, procura como única resposta adequada à própria insuprimível sede de felicidade.


Este Rosto, nós encontrámo-l'O e, naquele dia, naquele momento, o Seu Amor feriu de tal modo o nosso coração, que não pudemos deixar de pedir incessantemente para estar na Sua Presença. "Pela manhã, Senhor, ouvis a minha voz, mal nasce o dia exponho o meu pedido e aguardo ansiosamente" (Salmo5).


A Sagrada Liturgia conduz-nos de novo e ainda a contemplar o Mistério da Encarnação do Verbo, origem e realidade íntima desta companhia que é a Igreja: o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob revela-Se em Jesus Cristo. "Ninguém teria podido ver a Sua Glória, se primeiro não tivesse sido curado da humildade da carne. Foste cegado pelo pó, e com o pó foste curado: a carne tinha-te cegado, a carne cura-te" (Santo Agostinho, Comentário ao Evangelho de João, Homilia 2, 16).


Só olhando de novo para a perfeita e fascinante humanidade de Jesus Cristo, Vivo e actuante agora, que a nós Se revelou e que agora se inclina ainda sobre cada um de nós com aquele amor de total predilecção que lhe é próprio, é possível deixar que Ele ilumine e preencha o abismo de necessidade que é a nossa humanidade, na certeza da Esperança encontrada, na certeza da Misericórdia que abraça os nossos limites, ensinando-nos a perdoar tudo o que de nós próprios não nos conseguíamos sequer aperceber. "O abismo chama outro abismo no fragor das vossas cataratas" (Salmo 41).


Gostaria, por ocasião do habitual Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, que se celebra na Festa do Santíssimo Coração de Jesus, recordar a prioridade da oração em relação à acção, porque dela depende a incisividade da acção. Da relação pessoal de cada um com o Senhor Jesus depende em grande medida a missão da Igreja. Portanto, a missão deve ser alimentada pela oração: "Chegou o momento de reafirmar a importância da oração perante o activismo e a secularização dominante" (Bento XVI, Deus caritas est, 37). Não nos cansemos de haurir da Sua Misericórdia, de O deixar ver e curar as nossas chagas dolorosas do nosso pecado para ficarmos estupefactos diante do milagre, sempre novo, da nossa humanidade redimida.


Caríssimos irmãos, sejamos peritos da Misericórdia de Deus em nós e, só assim, seus instrumentos ao abraçar, de modo sempre novo, a humanidade ferida. "Cristo não nos salva da nossa humanidade, mas através dela; não nos salva do mundo mas veio ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele (cf. Jo 3, 17)" (Bento XVI, Mensagem Urbi et Orbi, 25 de Dezembro de 2006). Por fim, somos presbíteros pelo Acto mais nobre da Misericórdia de Deus e ao mesmo tempo da Sua predilecção, o Sacramento da Ordem.


Em segundo lugar, na insuprimível e ardente sede d'Ele, a dimensão mais autêntica do nosso Sacerdócio é a súplica, a oração simples e contínua, que se aprende na oração silenciosa; ela caracterizou sempre a vida dos Santos e deve ser pedida incessantemente. Esta consciência da relação com Ele é quotidianamente submetida à purificação da prova. Todos os dias, de novo, nos apercebemos que este drama não é poupado nem sequer a nós, Ministros que agem in Persona Christi Capitis: não podemos viver um só momento na Sua presença, sem o doce anseio por reconhecê-l'O, conhecê-l'O e aderir de novo a Ele. Não cedamos à tentação de olhar para o nosso ser Sacerdotes como para um inevitável e indelegável peso, já assumido, o qual se pode cumprir "mecanicamente", até com um programa pastoral organizado e coerente. O Sacerdócio é a vocação, o caminho, o modo através do qual Cristo nos salva, com o qual nos chamou, e nos chama agora, a viver com Ele.


A única medida adequada, face à nossa Santa Vocação, é a radicalidade. Esta total dedicação, na consciência da nossa infidelidade, só pode realizar-se como uma renovada e orante decisão que, depois, Cristo realiza dia após dia. O próprio dom do celibato sacerdotal deve ser acolhido e vivido nesta dimensão de radicalidade e de total configuração com Cristo. Qualquer outra posição em relação à realidade da relação com Ele corre o perigo de se tornar ideológica.


Também a quantidade, por vezes extraordinariamente grande, de trabalho que as condições contemporâneas de ministério exigem que enfrentemos, longe de nos desencorajar, deve estimular-nos a cuidar, com atenção ainda maior, a nossa identidade sacerdotal, a qual tem uma raiz irredutivelmente divina. Neste sentido, numa lógica oposta à do mundo, precisamente as particulares condições do ministério, devem estimular-nos a "elevar a qualidade" da nossa vida espiritual, testemunhando com mais convicção e eficácia, a nossa pertença exclusiva ao Senhor.


Para a total dedicação somos educados por Quem nos amou primeiro. "Fiz-me encontrar por quem não Me procurava. Disse: "Eis-me" a quem não pronunciava o Meu Nome". O lugar da totalidade por excelência é a Eucaristia, porque: "na Eucaristia Jesus não "dá algo" mas dá-se a Si mesmo; Ele oferece o Seu Corpo e derrama o Seu Sangue. Desta forma doa a totalidade da Própria existência, revelando a fonte originária deste amor" (Sacramentum caritatis, 7).


Sejamos fiéis, irmãos caríssimos, à Celebração quotidiana da Santíssima Eucaristia, não só para cumprir uma tarefa pastoral ou uma exigência da comunidade que nos está confiada, mas pela necessidade pessoal absoluta que dela sentimos, como de respirar, como da luz para a nossa vida, como a única razão adequada para uma existência presbiteral completa.


O Santo Padre, na exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis, repropõe-nos com vigor a afirmação de Santo Agostinho: "Ninguém come desta Carne sem primeiro adorá-l'A; pecaríamos se não a adorássemos" (Santo Agostinho, Enarrationes in Psalmos 98, 9). Não podemos viver, não podemos olhar para a verdade de nós próprios, sem deixarmos que Cristo olhe para nós e nos gere na Adoração Eucarística quotidiana, e o "Stabat" de Maria, "Mulher Eucarística", sob a Cruz de Seu Filho, é o exemplo mais significativo que nos é dado da contemplação e da adoração do Sacrifício divino.


Assim como a missionariedade é intrínseca à própria natureza da Igreja, também a nossa missão é ínsita na identidade sacerdotal, e portanto a urgência missionária é uma questão de consciência de nós próprios. A nossa identidade sacerdotal é edificada e renovada dia após dia no "tempo transcorrido" com nosso Senhor. A relação com Ele, continuamente alimentada na oração perpétua, tem como consequência imediata a necessidade de tornar partícipes dela quantos nos circundam. De facto, a santidade que pedimos quotidianamente, não pode ser concebida segundo uma estéril e abstracta acepção individualista, mas é, necessariamente, a santidade de Cristo, a qual é contagiosa para todos: "O estar em comunhão com Jesus Cristo compromete-nos no Seu "ser para todos", faz o nosso modo de ser" (Bento XVI, Spe salvi, 28).


Este "ser para todos" de Cristo realiza-se, para nós, nos Tria Munera dos quais somos revestidos pela própria natureza do Sacerdócio. Eles constituem a integridade do nosso Ministério, não são o lugar da alienação ou, pior ainda, de uma mera adaptação funcionalista da nossa pessoa, mas a expressão mais verdadeira do nosso ser de Cristo; são o lugar da relação com Ele. Para que o Povo que nos está confiado seja por nós educado, santificado e governado, não significa uma realidade que nos distrai da "nossa vida" mas é o rosto de Cristo que quotidianamente contemplamos, como para o esposo o rosto da sua amada, como para Cristo a Igreja Sua Esposa. O Povo que nos está confiado é o caminho imprescindível para a nossa santidade, isto é, o caminho no qual Cristo manifesta a Glória do Pai através de nós.
"Se a quem escandaliza um só e o mais pequenino convém que lhe seja atada ao pescoço uma pedra de moinho e seja lançado no mar [...] então aos que condenam [...] um povo inteiro o que devem sofrer e que castigo devem receber?" (São João Crisóstomo, De Sacerdotio VI, 1498). Face à consciência de tão grave tarefa e a uma responsabilidade tão grande para a nossa vida e salvação, na qual a fidelidade a Cristo coincide com a "obediência" às exigências ditadas pela redenção daquelas almas, não se deve minimamente duvidar da graça recebida. Podemos unicamente pedir para cedermos o mais possível ao Seu Amor, a fim de que Ele aja através de nós, porque deixamos que Cristo salve o mundo agindo em nós, ou então corremos o risco de atraiçoar a própria natureza da nossa vocação. A medida da dedicação, queridos irmãos, é de novo e ainda a totalidade. "Cinco pães e dois peixes" não são muito, é verdade, mas é tudo! A Graça de Deus faz de toda a nossa insuficiência, a Comunhão que sacia o Povo de Deus. Desta "total dedicação" participam especialmente os sacerdotes idosos ou doentes que, quotidianamente, exercem o ministério divino, unindo-se à paixão de Cristo e oferecendo a própria existência presbiteral, para o verdadeiro bem da Igreja e para a salvação das almas.


Por fim, fundamento imprescindível de toda a vida sacerdotal permanece a Santa Mãe de Deus. A relação com ela não pode limitar-se a uma prática devocional piedosa mas deve ser alimentada pela entrega contínua, nos braços da sempre Virgem, de toda a nossa vida, do nosso ministério na sua totalidade. Maria Santíssima reconduz-nos de novo também a nós, como a João, aos pés da Cruz do Seu Filho e nosso Senhor, para contemplar, com ela, o Amor infinito de Deus: "Veio ao mundo a nossa Vida, a Vida verdadeira; assumiu a nossa morte para a vencer com a superabundância da Sua Vida" (Santo Agostinho, Confessiones X, 12).


Deus Pai escolheu, como condição para a nossa redenção, para o cumprimento da nossa humanidade, para o Acontecimento da Encarnação do Filho, aguardar o "Fiat" de uma Virgem perante o anúncio do anjo. Cristo decidiu confiar, por assim dizer, a própria Vida à liberdade amorosa da Mãe: "Com o conceber Cristo, gerá-lo, alimentá-lo, apresentá-lo ao Pai no templo, sofrer com o seu Filho morto na Cruz, ela cooperou de modo totalmente especial para a obra do Salvador, com a obediência, a fé, a esperança e a caridade fervorosa, a fim de restabelecer a vida sobrenatural das almas. Por isso foi para nós a mãe na ordem da graça" (Lumen gentium, 61).


O Papa São Pio X afirmava: "Cada vocação sacerdotal vem do coração de Deus, mas passa através do coração de uma mãe". Isto é verdadeiro em relação à evidente maternidade biológica mas também em relação ao "parto" de cada fidelidade à Vocação de Cristo. Não podemos prescindir de uma maternidade espiritual para a nossa vida sacerdotal: recomendemo-nos confiantes à oração de toda a Santa Mãe Igreja, à maternidade do Povo, do qual somos os pastores, mas ao qual está também confiada a nossa guarda e santidade; peçamos este apoio fundamental.


Queridos irmãos, apresenta-se a urgência de "um movimento de oração que ponha no centro a Adoração Eucarística contínua, no espaço das vinte e quatro horas, de forma que de todas as partes da terra se eleve sempre a Deus, uma oração de adoração, de agradecimento, de louvor, de pedido e reparação, com a finalidade principal de suscitar um número suficiente de santas vocações para o estado sacerdotal e, ao mesmo tempo, de acompanhar espiritualmente no nível do Corpo Místico com uma espécie de maternidade espiritual quantos já foram chamados ao sacerdócio ministerial e estão ontologicamente conformados com o único Sumo e Eterno Sacerdote, para que sirvam cada vez melhor a Ele e aos irmãos, como aqueles que, ao mesmo tempo, estão "na" Igreja mas, também "diante" da Igreja (cf. João Paulo II, Pastores dabo vobis, 16) fazendo as vezes de Cristo e, representando-o, como cabeça, pastor e esposo da Igreja" (cf. Carta da Congregação para o Clero, 8 de Dezembro de 2007).


Delineia-se, por fim, uma ulterior forma de maternidade espiritual, que acompanhou sempre silenciosamente, na história da Igreja, a eleita plêiade sacerdotal: trata-se da entrega concreta do nosso ministério a um rosto determinado, a uma alma consagrada, que seja chamada por Cristo e, portanto, escolha oferecer-se a si mesma, os sofrimentos necessários e as fadigas inevitáveis da vida, para interceder a favor da nossa existência sacerdotal, vivendo deste modo na doce presença de Cristo.


Tal maternidade, na qual se encarna o rosto amoroso de Maria, deve ser pedida na oração, porque só Deus a pode suscitar e apoiar. Não faltam exemplos admiráveis neste sentido; pensemos nas lágrimas benéficas de Santa Mónica pelo filho Agostinho, pelo qual chorou "mais do que choram as mães pela morte física dos filhos" (Santo Agostinho, Confessiones III, 11). Outro exemplo fascinante é o de Eliza Vaughan, a qual deu à luz e confiou ao Senhor treze filhos; dos oito filhos todos foram sacerdotes, e das cinco filhas, quatro foram religiosas. Dado que não é possível ser verdadeiramente mendigo diante de Cristo, maravilhosamente escondido no Mistério Eucarístico, sem saber pedir concretamente a ajuda efectiva e a oração que Ele coloca ao nosso lado, não tenhamos receio de nos confiarmos à maternidade que, certamente, o Espírito suscita para nós.


Santa Teresa do Menino Jesus, consciente da necessidade extrema de oração por todos os sacerdotes, sobretudo pelos tíbios, escreve numa carta dirigida à irmã Celina: "Vivamos para as almas, sejamos apóstolas, salvemos sobretudo as almas dos sacerdotes [...]. Rezemos, soframos por eles e, no último dia, Jesus será grato" (Santa Teresa de Lisieux, Carta 94).


Confiemos à intercessão da Virgem Santa Rainha dos Apóstolos, Mãe dulcíssima, olhando com Ela para Cristo, na contínua tensão para sermos total, radicalmente Seus; esta é a nossa identidade!


Recordemos as palavras do Santo Cura d'Ars, Padroeiro dos Párocos: "Se eu já tivesse um pé no Céu e se me viessem dizer para voltar para a terra para trabalhar pela conversão dos pecadores, voltaria de bom grado. E se para isto fosse necessário permanecer na terra até ao fim do mundo, levantando-me sempre à meia-noite, e sofresse como sofro, estaria disposto a fazê-lo de coração" (Frère Athanase, Procès de l'Ordinaire, p. 993). O Senhor guie e proteja todos e cada um, de modo especial os doentes e os que mais sofrem, na oferenda constante da nossa vida por amor.


Card. CLÁUDIO HUMMES
Prefeito MAURO PIACENZA
Secretário Arcebispo titular de Vittoriana

sexta-feira, 23 de maio de 2008

MISSA E PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI




A Santa Missa da Festa de Corpus Christi foi celebrada na Praça Municipal pelo Cardeal Arcebispo e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo. No início da Santa Missa, o Cardeal lembrou que a primeira procissão de Corpus Christi no Brasil realizou-se em 13 de junho de 1549, em Salvador, no governo de Tomé de Souza.

Após a Santa Missa, os fiéis sairam em procissão em honra ao Santíssimo Sacramento, que foi conduzido em carro aberto pelo Cardeal Arcebispo. A procissão percorreu toda a Rua Chile e a Rua Carlos Gomes retornando a altura da Praça da Piedade, pela Avenida Sete de Setembro.

Os Arautos do Evangelho estiveram presentes, participando da Santa Missa e acompanhando a procissão.

domingo, 18 de maio de 2008

CATÓLICOS CHINESES AGRADECEM AO PAPA


Pequim – Vinte e dois mil é o número de mortos vítimas do terremoto que abalou a China nos últimos dias, segundo o último balanço oficial. O apelo que o Papa Bento XVI lançou na Audiência Geral da última quarta-feira em prol das vítimas foi acolhido muito positivamente.
A agência missionária Fides cita o testemunho de um sacerdote de Pequim, que agradece ao papa por ”nos dar uma injeção de ânimo em todos os sentidos”.
Enquanto isso, prossegue o compromisso da Caritas. Representantes do organismo caritativo católico francês e alemão, que confirmaram uma doação de 150 mil euros, encontraram nesta sexta-feira em Paris os colegas chineses para definir a coordenação das ajudas.
É também notável o compromisso da comunidade católica chinesa mediante a oração e a coleta de fundos: de fato, nas igrejas de Pequim foi colocado nos cofres das ofertas a inscrição ”ajudas às vítimas do terremoto”.
Destaca-se também a ajuda e as orações por parte da Diocese de Hong Kong, que indicou os próximos domingos deste mês, dias 18 e 25, como ”dias especiais” para a coleta de fundos em favor da população atingida pelo violento terremoto.
Fonte: Rádio Vaticano

Postado por A Família Católica

terça-feira, 13 de maio de 2008

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado "Segredo de Fátima".
Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência. Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.


Fonte: Santuario de Fátima

sexta-feira, 18 de abril de 2008

BENTO XVI FALA SOBRE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

O papa Bento XVI disse aos líderes norte-americanos das universidades da igreja católica romana nesta quinta-feira, 17, que a liberdade acadêmica tem "grande valor" para escolas, mas não justifica posições que violem os dogmas católicos.


O papa, que já foi acadêmico, disse que os ensinamentos da igreja devem moldar todos os aspectos da vida no campus universitários, e educadores católicosdvem ter "uma profunda responsabilidade em guiar jovens à verdade."

"Eu quero reafirmar o grande valor da liberdade acadêmica", disse Bento XVI a centenas de educadores reunidos na Universidade Católica da América. "Ainda assim, é também o caso que qualquer apelo ao princípio da liberdade acadêmica quer justificar posições que contradizem a fé e os ensinamentos da igreja, obscurecendo e até traindo a identidade e a missão da universidade", disse.

A fala do pontífice não continha nenhuma declaração explicita dirigida a presidentes das escolas, mas enfatizava um tema recorrente de seu pontificado: fé é compatível com a razão.

"Professores e administradores, quer em universidades ou escolas, têm o dever e o privilégio de garantir que estudantes recebam instrução dentro da doutrina e prática católica", disse. "Divergências dessa visão enfraquecem a identidade católica e, longe de levar à liberdade, inevitavelmente levam à confusão, tanto moral, intelectual ou espiritual."

Esse discurso foi uma das apresentações mais esperadas do papa Bento XVI em sua visita de seis dias aos Estados Unidos, sua primeira desde que foi eleito em 2005.

As mais de 200 universidades católicas têm estado no centro de uma briga da igreja entre identidade religiosa e liberdade de expressão.

Os conservadores muitas vezes criticam as universidades, acusando-as de abandonarem a fé para se conformarem com um mundo cada vez mais secular. Algumas das mais tradicionais universidades católicas responderam criando novas, e mais ortodoxas, escolas. Uma das mais conhecidas é a Universidade Ave Maria, na Flórida, fundada por Thomas S. Monaghan, fundador da Domino's Pizza.

Quase todas as universidades católicas nos Estados Unidos são independentes, mas bispos locais promovem guias espirituais para as instituições.

Em 2004, os bispos norte-americanos alertaram as escolas contra honrarem ou darem uma plataforma para congressistas católicos que apóiam direitos de aborto, por exemplo.

Em janeiro, o Vaticano deu um grande passo, cancelando uma visita do papa à maior universidade européia, a universidade pública Sapienza em Roma, depois de protestos dos estudantes e professores, que acusavam o papa de ser contra a ciência.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

BENTO XVI FALA AOS BISPOS DOS ESTADOS UNIDOS


Numa “terra de grande fé” como os Estados Unidos, com cidadãos “conhecidos pela grande vitalidade, criatividade… generosidade”, Bento XVI exorta os Bispos a contrastarem o individualismo e o materialismo com o Evangelho da vida e da esperança. Na longa alocução dirigida aos membros da Conferência Episcopal norte-americana, nesta quarta-feira á noite, o Papa evocou também a família como primeiro lugar da evangelização e “a profunda vergonha” do abuso sexual de menores, que tanto afectou as comunidades católicas do país pelo grave comportamento de um certo número de homens da Igreja.

“Chamados hoje a difundir a mensagem do Evangelho”, o Papa convidou os bispos americanos a interrogarem-se sobre as condições para realizarem essa missão. Antes de mais, observou, há que abater algumas barreiras. A começar pela “subtil influência do secularismo” que leva as pessoas, não obstante um genuíno espírito religioso, a não viverem coerentemente a sua fé no comportamento de cada dia. “Será porventura coerente professar a nossa fé na igreja ao domingo, e depois, ao longo da semana, promover práticas de negócios ou actividades médicas contrárias a essa fé? – interrogou-se o Papa. Será coerente para católicos praticantes ignorar ou explorar pobres e pessoas marginalizadas, promover comportamentos sexuais contrários ao ensinamento moral católica, ou adoptar posições que contradizem o direito à vida, de cada ser humano?”“Há que resistir a cada tendência a considerar a religião como um facto privado. Só quando a fé permeia todos os aspectos da vida é que os cristãos se tornam abertos à potência transformadora do Evangelho”.

Outro obstáculo para um encontro com Deus, numa sociedade rica, é o materialismo “As pessoas têm necessidade que lhes seja recordado o fim último da existência – advertiu o Papa. Precisam de reconhecer que têm dentro uma profunda sede de Deus. Precisam de ter a oportunidade de beber do poço do Seu amor infinito”.“É fácil cair no erro de pensar conseguir obter com os nossos próprios esforços a realização de necessidades mais profundas. É uma ilusão. Sem Deus, que nos dá aquilo que sozinhos não podemos alcançar, as nossas vidas são, em última análise, vazias”. Toda a actividade pastoral há-de ter como objectivo ajudar as pessoas a entrar em relação vital com Jesus Cristo, nossa esperança. “Numa sociedade que dá tanto valor à liberdade pessoal e à autonomia, é fácil perder de vista a nossa dependência dos outros, como também as responsabilidades que temos em relação a eles. Uma acentuar do individualismo que influenciou até mesmo a Igreja”. Ora, “nós fomos criados como seres sociais que só no amor a Deus e ao próximo podemos encontrar a nossa plenitude”. Se isto não é aceite pela cultura de hoje– isso quer dizer que há que evangelizar de novo a cultura – comentou Bento XVI.Falando do laicado católico, sobre cuja formação cristã haverá que investir cada vez mais. “É vosso dever fazer com que a formação moral oferecida em cada um dos níveis da vida eclesial reflicta o autêntico ensinamento do Evangelho da vida” – sublinhou o Papa, que logo referiu a “profunda preocupação” que em todos suscita a situação da família no interior da sociedade, com o aumento incessante do divórcio e da infidelidade conjugal e o “alarmante decréscimo dos matrimónios católicos”, dando lugar a um aumento da simples coabitação, Nega-se assim aos filhos o ambiente de que carecem para crescerem como seres humanos e vêm a faltar os pilares da sociedade, necessários para “manter a coesão e o centro moral da comunidade”.

Foi neste contexto que Bento XVI evocou, “de entre os sinais contrários ao Evangelho da vida, um que causa profunda vergonha: o abuso sexual de menores”. O Papa recordou “o enorme sofrimento” sentido por pastores e comunidades “quando homens da Igreja atraiçoaram as suas obrigações e tarefas sacerdotais com esse comportamento gravemente imoral”. “Vós dais justamente a prioridade à manifestação de compaixão e apoio às vítimas: é uma responsabilidade que vos vem de Deus, como pastores, tratar das feridas causadas por toda e qualquer violação da confiança, favorecer a cura, promover a reconciliação e abordar com amorosa preocupação todos os foram assim tão seriamente lesados”.

A este propósito, ao mesmo tempo que sublinhava a necessidade de manter as medidas adequadas a “promover um ambiente seguro que ofereça maior protecção aos jovens”, Bento XVI não deixou de observar que “as crianças têm direito a crescer numa sã compreensão da sexualidade e do papel que lhe toca nas relações humanas”. Deveriam por isso ser-lhe poupadas “as manifestações degradantes e a manipulação grosseira da sexualidade”. “Que sentido tem falar de protecção das crianças quando se podem ver a pornografia e a violência em tantas casas, através dos meios de comunicação tão amplamente disponíveis?” É urgente reafirmar os valores que sustentam a sociedade, oferecendo a jovens e adultos uma sólida formação moral – advertiu o Papa.

Bento XVI recomendou aos Bispos dos Estados Unidos especial atenção e apoio aos padres, dando-lhes o exemplo de uma vida pastoral e espiritual centrada em Cristo, bom Pastor.“Precisamos de redescobrir a alegria de viver uma existência centrada em Cristo, cultivando as virtudes e mergulhando-nos na oração. Quando os fiéis sabem que o seu pastor é um homem que reza e dedica a própria vida ao seu serviço, retomam aquele calor e afecto que nutre e mantém a vida de toda a comunidade”.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 15 de março de 2008

PAPA CELEBRARÁ MISSA DE RAMOS



Papa presidirá Missa do Domingo de Ramos no Vaticano

O Papa Bento XVI presidirá no próximo dia 16, na basílica de São Pedro, no Vaticano, a tradicional missa do Domingo de Ramos, que dá início às liturgias da Semana Santa, anunciou a Santa Sé nesta terça-feira.
A missa será dedicada aos jovens e marca o início das XXIII Jornadas Mundiais da Juventude, que serão realizadas em julho, na Austrália.
Durante a liturgia, o Sumo Pontífice benzerá os ramos de oliveiras e as palmas, que, para a Igreja católica, são o símbolo da paz e do martírio sofridos por Jesus.
No dia 20, quinta-feira, o Papa oficiará a "missa do crisma" na presença de todos os padres da diocese de Roma e realizará a tradicional lavagem dos pés na basílica romana de São João de Latrão.
Na Quinta-Feira Santa o cristianismo comemora a última ceia de Cristo com seus discípulos antes de sua prisão e crucificação.
Na Sexta-Feira Santa, presidirá a tradicional Via Crucis no Coliseu romano e, no sábado, voltará à basílica do Vaticano para a "vigília pascal".
No domingo, celebrará a missa del Domingo da Ressurreição na Praça de São Pedro antes de pronunciar sua bênção "urbi et orbi" (à cidade e ao mundo).

quinta-feira, 13 de março de 2008

VATICANO NÃO CRIOU NOVOS PECADOS CAPITAIS


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 11 de março de 2007 (ZENIT.org).

- «O Vaticano não publicou uma nova lista dos sete pecados capitais», esclareceram nesta terça-feira fontes da Igreja Católica.
A Sala de Comunicação da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales emitiu um comunicado para fazer esta declaração em resposta a vários artigos de imprensa.
«Não existe nenhum edito vaticano novo», declara o comunicado, explicando que a confusão se deve à interpretação que alguns órgãos informativos fizeram de uma entrevista publicada na edição italiana cotidiana de «L’Osservatore Romano», com data de 9 de março.
O entrevistado é Dom Gianfranco Girotti, bispo regente do tribunal da Penitenciaria Apostólica. O penitenciário maior é o cardeal americano James Francis Stafford.
O jornalista Nicola Gori perguntou ao prelado: «Quais são, segundo o senhor, os novos pecados?».
«Há várias áreas dentro das quais hoje percebemos atitudes pecaminosas em relação aos direitos individuais e sociais», responde Dom Girotti.
«Antes de tudo a área da bioética, dentro da qual não podemos deixar de denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, através de experimentos, manipulações genéticas, cujos efeitos é difícil prever e controlar.»
«Outra área, propriamente social, é a área das drogas, com a qual a psique se enfraquece e a inteligência obscurece, deixando muitos jovens fora do circuito eclesial.»
Está também «a área das desigualdades sociais e econômicas, pelas quais os pobres se tornam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, alimentando uma insustentável justiça social; a área da ecologia, que reveste hoje um importante interesse».




Pode-se ler a entrevista original em italiano em ZENIT.org em italiano